RESUMÃO!!!



Oi, gente linda do meu coração!

Tudo bem?

Eu quero muuuito agradecer a todo mundo que teve paciência comigo nessas últimas semanas e não deixou de seguir o blog. Perdemos alguns likes, provavelmente por causa da falta de conteúdo, mas bola pra frente, né?!

As coisas estão começando a se acalmar, já que essa é a minha última semana como au pair. A maior parte das minhas coisas já estão embaladas e vão precisar só de alguns ajustes, quando eu voltar de Nova Iorque. As emoções estão à flor da pele. Eu me vejo dizendo coisas que eu normalmente não diria, ou agindo de forma estranha, simplesmente porque eu não estou tendo muito controle sobre as minhas emoções agora.

Não tenho feito muita coisa interessante nessas últimas semanas. Basicamente, tudo o que fiz foi trabalhar, sair pra comer alguma coisa, organizar as encomendas, sair pra comprar algo que esteja faltando... enfim. Tenho aproveitado o máximo que posso com as crianças. Eles sabem que eu vou embora, mas são mais maduros com relação a isso do que eu sou. A Mia, aquela amiga que me levou ao karaokê, me convidou para uma Girls Night na casa dela, no sábado passado. Foi muito legal! A Vania foi junto e a gente bebeu bem mais do que devia. Acabei dormindo lá e quase morrendo de alergias por causa da gatinha dela haha!

Passei o domingo em Chicago, com o Ray. Vocês não se lembram dele porque paramos de nos falar antes de eu começar com o blog. Depois nos reaproximamos. Somos dois apaixonados por comida, então decidimos ir almoçar em Chicago. Ele me levou em um restaurante mexicano chique (porque eu contei sobre como vou sentir falta de comida mexicana), e foi assim o almoço mais gostoso que eu já tive nesse país. Que delícia, meu deus!! Tudo foi uma delícia: a comida, os drinks, a brisa daquele dia, a mesa do lado de fora, ver as pessoas passearem com seus cachorrinhos, a companhia, as conversas. Depois fomos a um bar havaiano para tomar uns bons drinks. Foi delicioso também! Depois, hora de tomar um café expresso e um gelato. GENTE, MELHOR DIA DO MUNDO <3

Hoje, acordei mais ou menos. Feliz, porque o meu fim de semana foi ótimo, porque eu dormi 8 horas direto, porque tinha café e um abraço da Mae logo cedo. Mas é difícil absorver o fato de que esta é a última segunda-feira em que vou levantar pra cuidar das crianças. É a última semana e isso deixa o meu coração um pouquinho pesado.

A Eva volta do travel month dela nesta quarta feira, então minha noite é dela. Logo de manhã, na quinta, ela voa para Austria, de volta pra casa e para os planos dela. Que delícia saber que vou vê-la em breve. Na quinta, eu não trabalho. Vou dedicar meu dia a terminar de arrumar todas as malas, inclusive, as que vão para o Brasil. A noite, tenho a minha última Au Pair meeting, em um bar de karaokê - vai ser muuuuito legal! Na sexta, eu trabalho até as duas da tarde e depois acabou. Vou voo para Nova Iorque parte às 20h e aí são duas semanas de trabalho por um mundo melhor.

Vou falar melhor do Merit360 em um próximo post.

Fiquem bem, pessoal!

Beijo enorme <3

Se despedir é uma merda!



Sem meias palavras, aqui, gente. Sem tentar romantizar essa dor: se despedir é uma merda!

Se despedir da sua família e amigos, quando você parte para um intercâmbio, é a pior parte. Mas, cara. você sabe que vai vê-los de novo.  Se despedir no fim da noite, com um beijo na varanda, chega até a ser legal. Você vai ver aquela pessoa de novo. Mas, olha, se despedir de quem você não sabe se vai ter a sorte de ver outra vez, mano, essa dor é inexplicável.

Eu queria encontrar um jeito de escrever esse texto daquele jeito leve e gostoso de ler, que vocês tanto falam. Mas meu coração está pesado, cada pedacinho da minha alma está doendo. É uma dor que chega a ser física, que contrai as minhas articulações e me coloca no canto, em posição fetal. com os olhos ardendo, a cabeça latejando e todo o estoque de kleenex que a gente tinha no porão.

Não uma dor de perda, sabe? Aquela dor horrível de quando alguém morre. Aquela eu conheço e acho que não tem nada pior. Mas essa dor de agora me surpreendeu. A dor de saber que você simplesmente não vai ser mais parte da vida de pessoas que você aprendeu a amar com todo o seu coração.

Cada partezinha do meu corpo dói e não tem aspirina que resolva. É dizer adeus para o ex namorado, para as amigas que vão voltar cada uma para o seu canto do mundo, para a família que, apesar das diferenças, se tornou minha. Eu abraço as crianças nessa reta final como seu eu pudesse absorver um pouquinho delas e levar comigo. Porque saber que elas vão crescer sem mim, e que a minha vida vai continuar sem elas, simplesmente dói demais.

Faltam 8 dias para o fim do meu contrato com a família e partir para NY. Depois, volto pra cá por 3 dias e sigo para o Brasil. Eu nunca estive tão dividida na vida. Eu quero ir pra casa, mais do que qualquer coisa, mas eu queria poder levar cada pessoa importante aqui comigo. Queria não ter esse sentimento de que parte de mim está ficando pra trás. Queria ter a certeza de que vou me sentir em casa, quando voltar. Mas eu sei que não vou. Eu estou deixando tanto do meu coração aqui, que eu não sei se, algum dia, eu vou me sentir completa de novo.

Se despedir uma merda! É parte da vida, da experiência, do crescimento... e ninguém nunca disse que ia ser fácil. Mas ninguém me avisou que seria tão difícil.

Deixa ela ir: 8 motivos para apoiar os planos da sua filha ou namorada


Umas das coisas mais comuns de se ver nos grupos de intercâmbio dos quais eu faço parte são meninas perguntando o que fazer porque os pais, mães, familiares, namorados não apoiam os sonhos delas. Elas planejaram tanto, trabalharam tanto, mas, na hora de ter coragem e entrar no bendito avião, elas se sentem divididas. Elas sentem que estão fazendo a escolha errada, porque as pessoas que elas amam não estão nessa com elas. Minha resposta é, geralmente, a mesma: "vai assim mesmo".

Você, que é pai, mãe, namorado, namorada, podem ficar bravos comigo. Mas, antes de me mandarem cuidar da minha vida, me respondam como vocês se sentiriam se a sua filha não te apoiasse nos seus planos. Como você se sentiria, se sua namorada ameaçasse terminar porque você está indo atrás dos seus sonhos? Como você se sentiria, se você tivesse que correr atrás de tudo sozinho e partir contra a vontade daqueles que você ama? Ia ser tenso, né? Pois é assim que ela se sente, quando você, pai, mãe, namorado, namorada, se recusa a abraçar os sonhos dela, se recusa a entender, se recusa a ficar feliz por ela.

Minha mãe nunca gostou da ideia de me ver partir. Ela foi contra, tentou me convencer, fez chantagem emocional, passou por todos os estágios até se conformar de que eu estava decidida, e que eu viria com ou sem a ajuda dela. Daí ela passou a me ajudar em coisinhas pequenas, contra a própria vontade. E eu posso jurar que, naquele abraço de despedida no aeroporto, ela ainda tinha esperança de que eu desistisse. Minha mãe, no entanto, entendeu, mais tarde, os meus motivos, e os motivos pelos quais ela deveria ter me apoiado desde o início.



1- Porque não é tão perigoso quanto você pensa

Primeiro de tudo, você precisa confiar que a sua filha ou namorada é responsável e não vai se colocar em situações de perigo. Em segundo lugar, perigo existe em qualquer lugar. Se tiver que acontecer, vai acontecer em casa, na escola, na igreja, ou numa estação de trem. Eu, por exemplo, nunca passei por uma situação dessas nas minhas viagens, mas já fui assaltada e perseguida por dois homens no caminho de volta da faculdade. Qualquer passo que a gente dá fora de casa, hoje em dia, é um passo de coragem, porque o mundo está sim perigoso. Mas, se a gente sai para estudar e trabalhar todo dia, não tem porquê deixar a violência te impedir de ir viver seus sonhos.

2- Porque não te cabe questionar os sonhos dela

Felicidade é um conceito pessoal. Se, para você, realização é se formar, se casar, comprar uma casa e ter um bom emprego, ótimo. É por esse objetivo que você tem que trabalhar. Mas não cabe a você impor à sua filha ou namorada a sua própria definição de felicidade. A sua filha tem o direito de escolher o próprio caminho e fazer o que a faz feliz. Se você e sua namorada não compartilham um  ideal de futuro, não cabe a você fazê-la mudar de sonho. Você precisa encontrar alguém que sonhe junto com você.

3- Porque ela vai, com ou sem a sua ajuda

Se ela está decidida e certa de que viajar é que ela quer, ela vai. E você não vai conseguir impedi-la. É capaz dela chorar baixinho, a noite, por ter que fazer isso sozinha, sem a sua ajuda, sem a sua benção. É capaz dela repensar um milhão de vezes. É capaz dela não aproveitar a experiência completamente, mas ela vai. Ela vai porque é o sonho dela, porque é importante, porque ela precisa disso. E, se você não entende, paciência.

4- Porque, se ela não for por sua causa, ela vai se ressentir mais tarde

Agora, pode ser que ela abra mão dos sonhos dela por você. E, por algum tempo, você vai relaxar, achando que aquela fase "rebelde" ficou pra trás e ela não vai mais te perturbar com planos e sonhos. Não se engane, ela nunca vai esquecer. Ela pode até não atirar na sua cara as renúncias que ela fez por sua causa, mas ela vai sempre pensar nas coisas em que teria feito, se não fosse por você. E essa mágoa vai puxar o seu pé a noite, eventualmente.  "E se" são as palavras mais assustadoras que existem - elas têm o poder de te assombrar pelo resto da vida.

5- Porque ela vai amadurecer muito em pouco tempo

A minha mãe disse, uma vez, que ela levou uma menina ao aeroporto e vai buscar uma mulher. Eu me vi amadurecer, nesses quase dois anos, o que não amadureci em 21 anos. Em uma experiência como essa, você se vê obrigada a pesar as coisas, a tomar decisões e a viver com as consequências. Você se vira, por conta própria. Você cuida da suas próprias feridas e não tem a opção de não levantar da cama, de manhã. A vida que ela escolheu vai obrigá-la a crescer, e isso, por si só, já faz a experiência inteira valer a pena.

6- Porque o mundo lá fora está chamando por ela

Você pode não entender, mas a sua filha ou namorada pode ouvir um som que só quem sonha em viajar consegue escutar. É um chamado. Cada livro, fotografia, filme, cada aeroporto, estação ou rodoviária, cada pequena coisa que remete à aventura de sair de onde se está emite um som que só a gente pode captar. E é como se esse chamado falasse direto ao nosso coração. Essa sensação me confundiu por muito tempo. As vezes, era muito barulhento e me fazia odiar a vida que eu tinha. As vezes, era o silêncio que falava comigo: um vazio que eu não sabia explicar, uma saudade de algo que eu nunca tinha experimentado. Eu aprendi a interpretar esse som, no momento em que meu avião aterrissou em Nova Iorque. Eu soube, então, porque o som se acalmou. Aquela besta dentro de mim, finalmente, pôde relaxar - até eu começar a sonhar com o próximo destino, é claro. Se a sua filha ou namorada não atender a esse chamado, ela vai viver a vida inteira tendo que administrar esse sentimento confuso que acabei de descrever. E eu te garanto que lidar com essa besta é, além de cansativo, desgastante para nós que escutamos e também para quem nos ama. Serão anos de uma tristeza inexplicável e de um vazio que você não vai ter capacidade de preencher. Você pode não entender, porque esse não é o seu sonho, mas o mundo tem uma voz inconfundível e ele não para de chamar por nós.

7- Porque ela pode aprender outra língua

Eu acho que a melhor sensação que eu já tive na vida foi poder discutir política em inglês, com a mesma paixão e ferocidade que eu o faço em português. Poder se expressar profundamente em uma outra língua é o sentimento mais gratificante que um viajante pode experimentar. Aprender e dominar outra língua é benéfico de tantas formas, que não existe um único argumento contra. E, quanto mais idiomas você aprende, mais fácil fica aprender o próximo. É incrível! A sua filha ou namorada merece viver essa experiência.

8- Porque ela não te pertence

Esse é, talvez, o item mais importante da lista. Ela não te pertence. Ela não é sua propriedade. Não importa se ela é sua filha ou sua namorada, ela é livre para fazer as próprias escolhas e viver os próprios sonhos. Querer que ela abra mão da própria felicidade por sua causa é burrice e egoísmo. Ela pode até ceder, porque ela te ama e valoriza a sua opinião. Mas isso não muda o fato de que a sua influência na decisão dela de abrir mão dos próprios sonhos foi um ato egoísta, que te faz menos merecedor do amor dela. Sabe aquela cena final de filme, em que a menina está quase embarcando para a Europa e o cara corre contra o tempo para impedi-la de ir? Não sei de onde tiraram que aquilo é romântico. Quem ama não corta as nossas asas. Romântico é quem quer te ver voar.



Você acrescentaria alguma coisa à lista? Concorda? Discorda? Deixa nos comentários, que a gente conversa. 


O segredo de quem realiza os próprios sonhos

O meu mundo de fantasia nasceu nas manhãs de sábado, assistindo milhões de vezes os mesmos filmes. O universo da Disney e seus contos de fadas moldaram uma boa parte da pessoa que eu iria me tornar. Capitalismo à parte, a Disney me ensinou a sonhar e, mais importante, a acreditar que sonhos se realizam. Também fui bastante influenciada por uma tia muito presente na minha infância. Ela fez muito por nós e, ambiciosa que é, cultivou em mim a certeza de que eu merecia uma vida completa, de que eu podia realizar qualquer coisa, se me esforçasse. Ela nos levou a um aeroporto para ver os aviões decolarem, e prometeu que, um dia, seria eu naquele avião. Eu acreditei. Eu acreditei com força, com tudo o que eu tinha. E, por muito tempo, eu pensei que acreditar era suficiente.



Eu cresci para me tornar uma pessoa nas nuvens. Comecei inúmeras coisas que não terminei. Me empolgava com ideias e as abandonava no primeiro sinal de dificuldade. Ninguém mais se animava com meus planos - eles não iriam acontecer mesmo. Para mim, era infinitamente mais fácil viver da frustração de sonhos que eram grandes demais para mim do que fazer algo concreto para alcançá-los. Eu invejava baixinho quem estava lá fora, fazendo as coisas acontecerem, fazia meus planos, reclamava da dificuldade de ter nascido pobre e desistia dos planos. Culpava as circunstâncias. Nunca a minha preguiça.


Foi então que iminência do último ano da faculdade chegou e, com ela, a certeza: eu não estava pronta para começar um vida sem antes realizar meus sonhos. O desespero de me perceber adulta, tão cheia de vida e cheia de planos não realizados me tomou por alguns dias, até que a resposta veio da minha melhor amiga. Ela me mandou levantar da cadeira, parar de reclamar da vida e fazer as coisas acontecerem pra mim. Veja bem, Victória é também cheia de sonhos, mas ela cresceu munida de um realismo tremendo e sempre soube usar o senso-comum a seu favor. Eu não. Então eu vi Victória e Dedé construírem a casa deles, se casarem, pagarem as contas e, ao mesmo tempo, trabalharem duro para juntar dinheiro para um intercâmbio de um ano em Dublin. A Vic não ganhava muito mais que eu. Éramos ambas estagiárias, na época. E o intercâmbio que ela queria era infinitamente mais caro que o meu. Mesmo assim, desse jeito mágico com que ela leva a vida, ela estava lá, pertinho do objetivo dela. Pela primeira vez, não houve uma pontinha de inveja da minha parte. Tudo o que eu conseguia sentir era felicidade, admiração,e um desejo enorme de ser um pouquinho mais como ela. 

Uma foto publicada por Brena Lacerda ☔ (@lacerdabrena) em

Foi, então, que a jornada começou, de fato. Eu levantei da cadeira, fui até as minhas chefes e pedi que elas me chamassem, caso precisassem de freelancer. Eu passei a aceitar todos os trabalhos extras que surgiam. Entreguei flyers na rua, andei pela cidade fazendo cadastro de lojas, foi monitora dos brinquedos em festa de criança, fui assistente de um fotógrafo em um torneio leiteiro, abri mão dos meus finais de semana por três meses para cobrir jogos de futebol de bairros e fazer um caderno especial para um jornal que saía toda segunda. Eu fiz o que eu pude. Eu parei de gastar, eu abri mão de festas, rolês, restaurantes, roupa nova, viagens. Eu abri mão de muita coisa. E ouvi, muitas vezes, que eu só me importava com dinheiro. Quando, na verdade, aquilo era o foco que eu demorei tanto a encontrar. O resultado? Bem, o resultado é esse que vocês vêem todo dia, no blog. A Victória foi para a Irlanda e viajou por toda a Europa (e Marrocos).  Eu vim para os Estados Unidos, fiquei fluente em inglês, conheci vinte e tantos estados (e as Bahamas), fui em cada um dos lugares que sempre quis ir, construí memórias que vão durar pra sempre. 

Uma foto publicada por Brena Lacerda ☔ (@lacerdabrena) em

Essa experiência só tem sido tão completa porque eu trouxe comigo o segredo da realização dos sonhos. E foi assim também que acabei sendo selecionada para o Merit360. Foi assim que eu consegui arrecadar todo o dinheiro necessário. É assim que eu estou me preparando para a minha próxima aventura. Foi por ter descoberto esse segredo, por ter aprendido com a minha melhor amiga, que nada que eu me proponho a realizar tem dado errado, até agora. É assim que eu, menina do interior, que várias vezes ouvi que sonhava alto demais, tenho o mundo à minha frente e um milhão de possibilidades. Foi assim que eu descobri que o mundo nem é tão grande assim. Sonhos dão trabalho. Isso é um fato. Quanto mais cedo você aceitar que você vai ter que levantar e trabalhar duro, se quiser realizar algo, mais cedo você vai estar naquele avião, ou vai ter a sua empresa, ou qualquer que seja o seu objetivo. Sonhos dão trabalho, mas eles valem a pena. Eu garanto.

Uma foto publicada por Brena Lacerda ☔ (@lacerdabrena) em

Piquenique com as crianças e como a vida tem andado

Oi, gente! Tudo bem?

Aqui tá tudo certinho. Tô passando para dar uma atualizada em vocês sobre os acontecimentos haha

Essa última semana foi bastante agitada. Trabalhei muito, fiz extra cuidando dos filhos de vizinhos e passei o final de semana fazendo um bico em uma barraca de costelinhas, em um festival em Chicago. Não tenho medo de trabalho, gente! haha Foi tudo muito cansativo, mas eu estou, na verdade, grata por estar trabalhando tanto. Sonhos, geralmente, não são baratos. A minha próxima aventura não vai ser. Então, eu tô feliz por encontrar tanta oportunidade de ganhar uma grana, para, de pouquinho em pouquinho, construir essa próxima fase da minha vida. Vai dar certo e vai ser lindo!

Por falar em sonhos, a Brigit, minha chefe e host mom, tá indo essa semana realizar o dela: aprender português. Ela vai passar sete semanas em uma escola de línguas em Vermont, totalmente imersa na língua portuguesa brasileira. Vai ser uma experiência incrível! Nós vimos casos de gente que absorve tão bem o idioma, que volta pra casa esquecendo algumas palavras em inglês. Ela está muito feliz e, nos últimos meses, tem dedicado grande parte do tempo dela a estudar a nossa língua para estar preparada para a escola. Lá, ela vai ter aulas e vai viver só com gente que tá aprendendo português. Vai ter Festa Junina, Carnaval-fora-de-época e mais um monte de coisa. Ontem ela me contou que ela vai, provavelmente, assistir novelas haha, porque eles têm canais brasileiros lá. Olha que coisa maravilhosa! Eu queria poder fazer isso com alemão, mas eu não tenho a grana sou tão disciplinada e interessada quanto ela. Pelo menos, não agora.

Ontem, ela estava tentando arrumar as malas, mas as crianças estavam no caminho, sabe? Eu tenho a quinta-feira de folga, porque ela vai tirar o dia para passar cada minuto com as crianças, antes de ir, na sexta de manhã. Mas, para isso, ela precisava deixar tudo pronto ontem, e as crianças não queriam deixar. Eu, então, juntei meus três pimpolhos, fizemos sanduíches, cortamos umas frutas, colocamos tudo na cesta e fomos para um parque aqui perto para fazer um piquenique. Foi a coisa mais fofa e legal do mundo, gente! Eles comem muito bem, então sentaram lá, comeram até dizer "chega", foram brincar, voltaram, comeram mais, brincaram mais, e, rapidamente, quase quatro horas se passaram. (Só para vocês saberem: tem mais texto depois da chuva de fotos)


















Esses sorrisos fazem tudo valer a pena
Eles têm esse vagão de brinquedo, que a gente coloca as coisas dentro e sai puxando. A melhor brincadeira para eles era puxar o vagão até o alto do morrinho e deixar ele descer sozinho. Numa dessas, ele desceu na minha direção, e, é claro, que os três morreram de rir.

Nesse fim de semana, vamos comemorar o aniversário da Vania, em Chicago. Vamos sair pra jantar, tomar uns bons drinks, dormir por lá e, no domingo, vamos na Parada do Orgulho LGBTT <3 Vai ser muito legal! Vou tentar fazer várias fotos para vocês verem tudinho.

Fiquem bem, meus amores! Beijo grande <3


Casa longe de casa - Sinhá Elegant Cuisine

Ai, gente! Que fim de semana difícil, né?

Tanta coisa triste aconteceu, que me faltou coragem para contar para vocês sobre a noite incrível que eu tive na sexta. Bem, na quinta a noite, eu descobri que ia rolar um evento chamado Favela's night haha, em Chicago. Aí eu vi que era num restaurante brasileiro chamado Sinhá Elegant Cuisine. Eu já tinha ouvido demais o povo falar desse lugar, de como você se sente em casa, de como a comida era boa, mas eu nunca tinha tido a oportunidade de ir.

Você vai descobrir quem é esse moço, se ler o texto todo

Aí anunciei para os amiguinhos que eu queria ir. As meninas estavam trabalhando até tarde. O Jon foi um cuzão disse que não gostava de happy hour. Aí quase que eu não fui. Mas, quem me conhece, sabe que, quando quero fazer uma coisa, eu acabo fazendo, com ou sem companhia haha (vide Semana Estado de Jornalismo Ambiental). Então eu estava me arrumando para ir e a Anna, a nova au pair polonesa, perguntou se eu queria sair. Aí chamei ela para vir comigo, pegamos o trem e fomos.

Essa é a Anna

Gente, na moral! NA MORAL! Que coisa mais linda, tá? O restaurante é numa casa de tijolinhos, cheia de plantas e flores em todo lugar. Não tirei fotos dentro da casa, mas a decoração lá dentro é incrível! Mas, antes de falar da festa, deixa eu contar para vocês um pouquinho da história do lugar.

A Dona Jorgina e o sorriso que derreteu meu coração
A Dona Jorgina, essa linda, cresceu no Brasil, num orfanato. Se tornou assistente social e trabalhou por muitos anos nas áreas mais pobres do Rio. Ela veio para Chicago com uma bolsa de estudos e acabou ficando. Aqui, ela começou a cozinhar para festas de amigos e conhecidos. Não demorou muito para que ela ganhasse um nome na cidade, então ela começou a receber clientes para almoçar no porão dela (não se engane, é o porão mais charmoso que já vi), uma vez por semana. O negócio foi crescendo e agora ela serve as delícias brasileiras todos os dias (menos segundas e sábados). O esquema é o seguinte: você compra o seu "ticket" antecipado no site do restaurante, assim ela sabe quantas pessoas esperar. Ou você pode fazer a sua reserva por telefone. Como todo bom restaurante brasileiro, você se serve quantas vezes quiser, e senta à mesa com outros convidados. É um ambiente familiar incrível, com cheirinho de feijão recém-refogado e muito amor.

Dona Jorgina contando para os não-brasileiros a história das favelas

A noite de sexta foi muito legal! Todo mundo estava sentado no quintal, porque estava calor demais. A galera trouxe cerveja, porque Dona Jorgina não vende bebidas alcoólicas. Mas tinha água e chá gelado liberado. Nós pagamos $20 e tudo estava incluído. Entrar lá foi como entrar no Brasil de novo. As nossas plantas, o cheirinho, o calor humano, as conversas meio gritadas em vários sotaques do nosso país. Foi incrível! Quando chegamos, eles estavam tocando um sambinha tão gostoso que dava muita vontade de dançar, mas, ao longo da noite, vários outros estilos foram explorados.

Esse é o polonês que a Anna arrumou haha

A Anna logo conheceu um rapaz polonês que estava lá com um colega, e eu perdi a amiga pelo resto da noite hahah! Era aniversário de um rapaz brasileiro chamado Gustavo. Ele é estudante aqui e está sempre ajudando a Dona Jorgina. Nada mais justo que comemorar o aniversário lá, né? Ele recebeu a gente super bem, apresentou para o pessoal e fez questão de que nos sentíssemos incluídas na comemoração. Que delícia, gente! Como eu senti saudade dessa simpatia que o novo povo tem sobrando. Foi uma noite maravilhosa! Não faltou piada, conversas, risadas, e até batuque de caixinha de fósforo nós fizemos. Eu não me sentia em casa assim há bastante tempo.

Esse é o Gustavo, o aniversariante lindão de Uberlândia <3

Agora, guardei essa parte para o final, porque, MINHA DEUSA! Dá uma olhada nas comidas:
















Voltei pra casa com 10kg a mais, e muito muito mais feliz <3

20 fatos sobre mim

Oi, povo! Tudo bem?

Então, hoje eu sentei num café por mais de uma hora, tentando encontrar inspiração para escrever algo legal. Mas, olha, tá tenso. O estresse dessa reta final da minha arrecadação de fundos, a proximidade do Merit360 e da minha volta pra casa, tá tudo isso tirando um pouco da minha leveza para escrever. Então, pra não dizer que não participo de nenhuma corrente, resolvi aderir ao posts do Facebook e compartilhar 20 fatos sobre mim. É um pouco difícil porque vocês sabem que sou um livro aberto haha! Mas vamos tentar:

1- Tenho uma tatuagem em italiano na clavícula

"Mais que a minha própria vida" é o quanto eu amo o meu irmão mais novo. Por muito tempo, quis tatuar algo o homenageando. Eu vi em algum lugar e achei a oração de uma doçura incrível. Fiz em italiano porque soa lindo haha! A Bella, do Crepúsculo, dá uma medalhão para a filha dela com essa frase em francês, inclusive.

2- Eu tenho muito muito muito medo de palhaços

Eu não sei quando começou, mas eu chego a passar mal se vejo gente vestida de palhaço. Pessoalmente, filme, cartaz, foto, quadros - qualquer coisa com palhaço destrói o meu dia.

3- Tenho uma cicatriz na testa que nem o Harry Potter

Eu devia ter uns dois anos, quando, atravessei a rua correndo e não consegui parar. Soquei a cara na pilastra de cimento e tomei cinco pontos na testa. Hoje, eu olho no espelho e simplesmente não vejo mais a cicatriz. Ta aqui, tá visível, mas faz parte de mim. Não assimilo como algo que não era pra estar aqui. Mas, quando eu era pequena, eu sofri demais ao me contarem que a cicatriz jamais sumiria. Eu odiava a bichinha. Estamos de bem agora.

4- Eu conheço mais estados americanos do que brasileiros

Nos 21 anos que passei no Brasil, só tive a oportunidade de conhecer quatro estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Eu viajei bastante entre esses quatro estados, mas nunca cruzei as fronteiras da região Sudeste. Pretendo mudar isso em breve. Aqui nos states, eu já passei por 21 estados, em um ano e nove meses.

5- Eu tenho uma tatuagem em mandarim nas costas

Eu perdi uma pessoa muito especial, há quase seis anos. E não passa um dia sem que eu me lembre de tudo o que ele representou (e representa) na minha vida.  Ele era meu tio por casamento, e não de sangue. E, por isso, quando ele se foi, eu decidi que queria ter algo em homenagem a ele marcado pra sempre na minha pele. A tatuagem significa "Um dia, três outonos". Os chineses utilizam isso para expressar que eles sentem tanta falta de alguém, que um dia parece durar três anos.  O sentimento é bem esse mesmo.

6- Eu não gosto de música

Parece crime, pecado, blasfêmia, mas é verdade. Eu não tenho nenhum talento musical e, inclusive, acredito que minha audição seja um pouco comprometida, porque eu simplesmente não consigo apreciar música. Eu sou apaixonada por algumas canções, mas é sempre por causa da letra - e eu acho que é por isso que acabo por não ser fã de ninguém hahaa! Você nunca vai me ver com fone de ouvido, ouvindo música no ponto de ônibus. Meu celular tá geralmente cheio de espaço, porque as únicas músicas que eu tenho são as que a Victória me manda porque ela gostou. Desculpa, sociedade hahaha

7- Minha pessoa preferida no mundo é a minha irmã

O tempo fez muito bem pra nós duas. Minha irmã e eu crescemos em meio a tantas brigas e incompreensão, que eu nunca imaginei que teríamos a relação que temos hoje. Nós erramos demais uma com a outra ao longo da vida, mas, hoje, eu morreria por ela, e eu sei que ela morreria por mim. Eu compro qualquer briga por ela. Ela é minha inspiração, minha confidente, e uma das minhas maiores incentivadoras. A maturidade nos mostrou que somos melhores como aliadas. E eu não estaria nem perto de onde estou agora, se não fosse por ela. Ela é inteligente, de um jeito que eu nunca vou ser haha! Ela é corajosa, forte, trabalhadora e ambiciosa - eu admiro quase tudo nela. E, talvez por isso tenha sido tão difícil quando estávamos crescendo. Eu não entendia que tudo o que eu queria era ser cada vez mais parecida com ela.

8- EU AMO ELEFANTES!

Eu sempre amei elefantes, e eu não sabia porquê. Tão lindos, fofos, majestosos. Aí, quando conheci a Thaissa, ela me contou que o elefante é um símbolo da força que você tem e você e não sabe. "Se ele soubesse o quanto é forte, seria o dono do circo". Isso me tocou demais e, desde então, eu me cerco de elefantes para sempre me lembrar da força que tenho em mim. Um dos meus sonhos, inclusive, é ser voluntária num santuário de elefantes, na Tailândia.

9- Eu não curto chocolate

Eu sei que todo mundo ama doce, chocolate, nutella, essas coisas. Eu não. Quando tenho vontade, o que acontece raramente, como um quadradinho de chocolate e já fico enjoada. Sou apaixonada por coisas salgadas. Mas, aqui nos Estados Unidos, eu descobri que existem algumas marcas de chocolate que eu gosto mais- tipo aqueles recheados de amendoim, amo amendoim!

10- Eu já tive um milhão de blogs haha

Como muitas meninas da minha geração, eu tive um monte de blogs bobos, sem conteúdo, cheio de corações, brilhos, gifs, estrelinhas que acompanhavam o mouse, e todas essas bobeiras. Mas foi só em 2010 que eu criei um blog com mais seriedade. Ele se chamava O Fio Invisível, por causa de poema que escrevi anos atrás. Lá, eu compartilhava meus escritos sobre romance, sobre a vida e tal. Escrevi nele por alguns anos, com gigantescas pausas e depois abandonei. Comecei esse blog há pouco tempo, mas nunca levei um blog tão a sério quanto agora. Tenho mais posts aqui em menos de um ano do que em anos de O Fio Invisível. Não pretendo abandonar agora :)

11- Eu amo cozinhar - e sou boa nisso

Eu sempre soube que gostava de cozinhar, mas descobri que mandava bem aos 16 anos, quando descobrimos que meu molho branco era mais gostoso que o da minha mãe - ainda que ela tenha sido quem me ensinou a fazer. Desde então, vivo tentando receitas e a maioria acaba dando certo. Aqui nos Estados Unidos, eu cozinho bastante. Coisas simples e, às vezes, coisas mais sofisticadas. Tenho tentado inúmeros assados, folhados, tortas, doces e várias outras coisas e acho que estou descobrindo uma verdadeira paixão - quem sabe um chamado!?

12- Tenho colegas em todos os continentes

Minha jornada com o World Merit e esse tempo aqui nos Estados Unidos me permitiram conhecer e ficar "próxima!" de pessoas em todos os cantos desse planeta. Tenho um sofá pra ficar em mais de 50 países hahaha

13- Encontrar um amor libertador é um dos meus maiores sonhos

Eu tenho muito claro na minha vida que eu só vou me casar com alguém que valorize tanto a liberdade quanto eu. Eu não quero um casamento, simplesmente. Eu quero uma parceria, alguém que nunca vai me pedir para abrir mão dos meus sonhos, mas que vai me incentivar a abrir cada vez mais as minhas asas. Eu quero alguém que sonhe em construir um lar, uma vida e incríveis memórias comigo, que entenda o valor dos vôos que alçamos por conta-própria. Isso não significa que eu não sou romântica. Eu sonho com o dia do meu casamento, tenho músicas escolhidas e uma pasta de vestidos no Pinterest. Mas eu só entro naquele vestido se for pra andar de encontro a um amor que me torne maior e mais livre do que eu era antes.

14- O meu país preferido é Portugal - e eu nunca estive lá

As terrinhas lusitanas têm sido meu sonho há muito tempo. Se me imagino feliz em algum lugar, é lá. A arquitetura, a história, o sotaque, a comida, a música, o povo, tudo sobre Portugal me encanta de uma forma inexplicável. E eu nem imagino como vou me sentir no dia em que, finalmente, colocar meu pés em Lisboa, beber um vinho no Porto, me emocionar em Fátima, relaxar em Sintra, comer um pedação de queijo amanteigado na Serra da Estrela, relembrar Inês em Coimbra, e andar pela Rota dos Mosteiros.

15- Minha melhor amiga é quem me mantém na direção certa

Antes de qualquer decisão, eu consulto a Victória. Não porque ela sabe mais do eu, não porque preciso da permissão dela. Mas porque ela tem esse dom de olhar as situações por todos os lados e sempre encontra coisas que eu, antes, não tinha visto. Eu conto quase tudo para a Victória porque eu sei que ela nunca vai dizer algo com a intenção de me machucar. E, se, por acaso, as palavras dela me magoarem, eu sempre sei que ela só queria o meu bem. Ela pensa em mim antes de qualquer um, e eu sou eternamente grata. Contar as coisas para a Vic as torna reais e por isso que, às vezes, quando faço algo impulsivo que eu sei que é errado, acabo não contando por um tempo, até eu estar preparada para ouvir o que ela tem a dizer.

16- O Morro dos Ventos Uivantes é meu livro preferido

Eu amo drama, gente! Eu me derreto por histórias de amor que acabam em tragédia, por discursos cheios de mágoa proferidos no leito de morte. Eu tremo por amores que vão além da vida, por amores tão extremos que se confundem com ódio. Eu amo a tormenta, amo a sensação de inquietude, de desconforto que cada página do livro nos dá. Nenhum romance foi o mesmo depois que li O Morro dos Ventos Uivantes.

17- Eu tenho profunda mágoa da minha época de escola

A mágoa que eu tenho não é necessariamente das pessoas, mas das inúmeras experiências ruins que passei desde o segundo segmento do Ensino Fundamental até o começo da faculdade. Antes disso, era só os meus familiares dizendo que eu era escandalosa e outros nomes. Minha mãe dizia que eu era muito ansiosa, sem saber que ela estava, de fato, se referindo a um problema real. Nem eu nem as pessoas eu meu redor eram familiarizadas com o termo Ansiedade Social. O fato de eu não saber que tinha um "distúrbio" me fez concordar quando as pessoas faziam piadas ao meu respeito. Eu sempre fui estranha na escola ou em qualquer ambiente social, e, só na faculdade é que comecei a controlar minha própria ansiedade e me portar melhor em grupos. Eu era a chata da escola. Eu era chamada de criança, infantil, inconveniente, ridícula, palhaça, porque eu me comportava de forma diferente. Eu tinha uma constante necessidade de atenção, de ser aceita, de pertencer - e fazia exatamente o oposto ao que se deve fazer para fazer amigos. Eu não sabia o que eu fazia de "errado" e eu não conseguia evitar fazer o que tanto incomodava os meus amigos e todos a minha volta. Ninguém sabia, então não posso culpá-los. Mas, hoje, eu sei que eu não era chata ou ridícula. E o meu peito ainda dói ao lembrar do quanto chorei nos banheiros das escolas em que passei. Encontrar colegas daquela época ainda me deixa desconfortável, porque, talvez eles não se lembrem, mas eu lembro de cada risada, de cada insulto, de cada comentário sarcástico, de tudo.

18- Acontecimentos e tragédias afetam o meu emocional diretamente

O que aconteceu em Mariana, o massacre em Paris, os bombardeios no Paquistão, os tiroteios em escolas, a moça estuprada por 33 caras, tudo isso me tira dos trilhos. Eu carrego aquela tristeza por dias, semanas, meses, às vezes. Eu deixo de sair, perco a fome, fico em casa chorando, em posição fetal. Eu me sinto cansada, pesada, destruída, como se aquilo tivesse acontecido comigo, com um parente meu. A Vic sempre me pede pra não deixar as coisas me afetarem assim, mas isso tem ficado pior com o tempo. Eu pretendo fazer terapia, em breve, pra ver se isso melhora.

19- Eu ainda escuto e canto músicas católicas, mesmo não sendo mais cristã

Os meus anos na Igreja Católica foram muito importantes pra mim. Eu sempre amei fazer parte dos grupos, pertencer a um lugar. Sempre amei os nossos trabalhos sociais e todos os eventos, encontros, tudo tudo que a gente fazia. Trabalhar, servir, nada disso nunca foi problema pra mim. Eu amava estar na igreja, até o dia em que percebi que o que eu amava era a igreja e não deus. Era hipocrisia permanecer lá sem ter a fé que eu pregava, sem acreditar nas doutrinas que eu tentava aplicar à minha vida. Me tornei uma pessoa melhor com o mundo e comigo mesma depois que me libertei da religião. Mas lembro, com muito carinho, do meu tempo na comunidade, e meus olhos ainda se enchem de lágrimas ao ouvir Rosa de Saron haha!

20- O feminismo salvou a minha vida

Por muitos anos, eu carreguei comigo a culpa por acontecimentos que não dependiam de mim. Foi só quando conheci o feminismo que eu descobri que nada daquilo tinha sido culpa minha. Foi só quando eu conheci sororidade que eu descobri que tanta coisa não era culpa de outras mulheres. O feminismo me ajuda todo dia a lidar comigo mesma e aceitar quem eu sou. E ele me mostra que eu estava errada sobre tanta coisa, por tanto tempo. É um aprendizado novo a cada dia, me tornando mais humana e mais próxima da pessoa que eu quero ser.

Espero que vocês tenham gostado.

Beijo enorme!